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O Brasil não precisa de mais um exame. Precisa de uma única régua, clara, pública e capaz de melhorar a qualidade na medicina.   

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O Congresso Nacional está discutindo a criação de uma nova prova, aplicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), para os estudantes de medicina, definindo quem poderá exercer a profissão.  
 
A questão é que já existe um exame nacional de avaliação de aprendizagem aplicado anualmente – o ENAMED. 
 
O Brasil não precisa de mais um exame para avaliar a qualidade dos médicos. Precisa de uma única régua, clara, pública e capaz de melhorar, de verdade, a qualidade da formação de novos médicos.

entenda
Image by Abdulai Sayni

A qualidade da formação dos médicos está no centro de um debate decisivo para o país. 

Não há dúvida sobre a necessidade de um exame de proficiência que garanta que os futuros médicos estejam aptos a exercer a profissão. 

O que está em discussão é como e quem deve ser responsável pela aplicação desse exame. 

Institucionalizar o ENAMED como exame de proficiência significa: 

Assegurar a avaliação dos cursos de medicina como uma política de Estado, realizada todos os anos, voltada ao interesse público, executada pelo Governo Federal dentro do Sistema Nacional de Avaliação e com indicadores voltados ao desempenho das faculdades e dos estudantes, sem qualquer custo para o aluno.

O exame é aplicado tanto aos estudantes concluintes quanto aos alunos do quarto ano. Ou seja, a avaliação permite o aprimoramento da formação ao longo do curso, antes mesmo do fim da graduação. 

Os impactos você já deve imaginar, mas não custa reforçar: 

  • A qualidade do atendimento em saúde 

  • A segurança dos pacientes 

  • A confiança nos médicos e médicas 

O desafio não é apenas avaliar.  

O Governo Federal possui ampla experiência em realizar avaliações nacionais e atua com foco no interesse público. Além disso, o exame é gratuito: o aluno que quer atestar sua proficiência não precisa pagar para realizar a prova. 
 

Do outro lado, o Conselho Federal de Medicina (CFM), quer ser o responsável por definir quem pode exercer a profissão. A proposta é criar mais uma prova, totalmente controlada pela entidade, para autorizar ou não o exercício da medicina. É mais um custo para o aluno, não resolve gargalos na formação e desvia o foco do estudante. 
 

Ou seja, caso o projeto seja aprovado, o aluno terá que fazer duas provas ao se formar, e pagar por uma delas. Ao final do curso, a preocupação será a de passar em uma prova, não a de oferecer um bom atendimento. Não parece fazer sentido, parece? Precisamos de apenas uma régua para avaliar. 

É avaliar de forma justa, com responsabilidade, coerência e integração ao sistema educacional.  

Não há dúvida sobre a necessidade de um exame de proficiência que garanta que os futuros médicos estejam aptos a exercer a profissão.  
 
O que está em discussão é como esse exame deve ser aplicado e quem deve ser responsável por ele. 
 
O Governo Federal já organiza anualmente o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED) para avaliação de aprendizagem de todos os alunos concluintes. Entretanto, o CFM propõe criar um novo exame, controlado pela própria entidade e com critérios desconhecidos, para definir quem pode exercer a profissão.  
 
O ENAMED deve ser também o exame de proficiência.   

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O problema 
de ter duas provas

O debate sobre a qualidade da formação médica no Brasil atingiu um ponto crucial com a proposta do Projeto de Lei n 2.294/2024, que quer instituir um novo exame, aplicado apenas ao final da formação.  

 

Avaliar bem não é ter várias provas. Avaliar bem é ter um único modelo, confiável e capaz de enfrentar o problema em todas as etapas da formação. É preciso garantir que um médico seja bem formado ainda na sala de aula – e não apenas depois de sair dela.

  
A existência de avaliações diferentes gera distorções que enfraquecem o propósito de melhorar a qualidade da formação médica: 

Fragmentação: provas diferentes, executadas por instituições diferentes, apresentam critérios distintos e dificultam uma leitura clara sobre a formação médica no país. 

Sobreposição: os estudantes farão duas provas com um mesmo objetivo – mas apenas uma delas pode, de fato, contriuir para melhorias na educação médica. 

Falta de clareza: como uma prova realizada por um conselho de classe, que não atua na regulação do ensino superior, que é prerrogativa do governo, vai garantir que os estudantes estejam bem formados? 

A SOLUÇÃO

UMA SÓ RÉGUA

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Garantir a qualidade da formação dos médicos brasileiros é uma responsabilidade do Estado, e o Brasil já possui um instrumento capaz de cumprir esse papel.  
 
O ENAMED permite acompanhar, ajustar e qualificar o ensino antes da entrada definitiva no exercício profissional.  

Ele pode integrar, em um único modelo: 

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Avaliação da qualidade da formação oferecida pelas instituições, permitindo ajustes na grade curricular.

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Avaliação do nível de proficiência ao longo do curso e não apenas para a exclusão do mercado de trabalho ao final da graduação.

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Essa integração permite uma visão mais completa e consistente do processo formativo.

Ao apoiar o ENAMED como exame de proficiência para alunos de medicina, o sistema ganha: 

Coerência regulatória

Clareza para estudantes e instituições  

Capacidade real de melhoria da formação médica  

Uma prova aplicada apenas após a formação do estudante, realizada fora do Sistema Nacional de Avaliação, sem reflexos na sala de aula, não é capaz de mensurar a proficiência de um médico.

 

Acompanhar, de forma estruturada, o desenvolvimento do estudante ao longo da graduação é o que garante profissionais mais preparados no futuro. 

O ENAMED já opera com essa lógica: 

  • É aplicado em momentos estratégicos da graduação;  

  • Está alinhado às Diretrizes Curriculares Nacionais; 

  • Considera competências que vão além do conhecimento teórico. 

ENAMED: uma avaliação abrangente e contínua

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Isso permite:

  • Identificar lacunas ainda durante o processo formativo; 

  • Orientar melhorias nas instituições de ensino; 

  • Garantir que o estudante evolua com suporte adequado. 

Diferentemente de um exame aplicado apenas ao final da graduação, o ENAMED é realizado de forma contínua e contribui para o fortalecimento da formação médica, garantindo que o futuro profissional desenvolva as competências necessárias para exercer a profissão. 
 
 
Apenas o ENAMED é capaz de avaliar a proficiência do médico. 

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Por que isso importa para todos?

A saúde da população depende de profissionais bem formados. E isso começa com um modelo de avaliação que funcione. A forma como avaliamos a formação médica impacta diretamente a vida das pessoas. ​

Um sistema claro e consistente contribui para: 

  • Mais qualidade no atendimento  

  • Mais segurança para pacientes  

  • Mais confiança na atuação médica  

  • Melhor distribuição de profissionais qualificados no país  

FAQ

Confira as perguntas mais comuns

Perguntas frequentes

O fortalecimento do ENAMED conta com o apoio de instituições comprometidas com a qualidade da formação médica.  
 

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Mais qualidade na medicina começa com uma só régua.  

Fortaleça o ENAMED como referência pública e contribua para um sistema mais claro, coerente e confiável.

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